Não consigo mais suportar o silêncio. Nele tudo me atormenta, nem o tic-tac do relógio posso ouvir porque as pilhas que davam vida ao som pararam. Sem gritos nas ruas, sem o barulho dos carros, sem o avião no céu, não há nada. Não existe som, não há música nesta noite. Não consigo falar, pois não há ninguém com vida neste lugar; se ao menos houvesse uma flor ao meu lado sussurraria para seu pólen palavras soltas, sem importância. Talvez diria como foi o meu dia. Não! Por sorte não tenho uma flor, ela morreria ao ouvir o meu relato. Tenho próximo a mim um espelho, triste objeto que só reflete uma pessoa; se ele pensasse daria uma nova definição ao meu ser. Estou com sono. Quando era criança ouvi uma história de que os sonhos são mágicos; neles você pode fazer o que quiser; tomara que o velho contador de histórias falara a verdade, pois, se assim for no meu sonho vou escutar os gritos de um suicídio.
pirenco
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
os olhos na viela
Qual será a sensação de matar alguém? Sim! Desejo conhecê-la, pois me atormenta o forte desejo da matar um ser. Todas as noites, deparo-me, numa viela, com os olhos mais inquietantes que já vi. As duas esferas no rosto não param de me olhar, não existe um só instante que eu não esteja sendo observado. No meu percurso noturno, caminho lentamente e ele me olha; sempre na mesma viela. Pelas manhãs me pergunto se quando o sol se for ele ainda estará lá. Quero matá-lo de qualquer forma. Faço todo o caminho imaginando como seria se eu tivesse um revolver, não me importaria com o calibre nem tão pouco com o barulho. Pensando bem, seria interessante se houvesse muito barulho no disparo, um tiro que incomodasse os mais velhos ouvidos que habitam as ruas que fazem ligação com a maldita viela. É pena não ter um revolver. Não conheço ninguém que me emprestaria uma arma para esse tipo de serviço. Na rua onde moro há uma venda, uma casa do norte; lá eu sei que vende estilingue. Não sei se um instrumento pra criança matar passarinho resolveria o meu problema, porém toda noite imagino... se eu tivesse um estilingue... o brinquedo inimigo dos pássaros... faria o teste escolhendo a dedos a pedra perfeita. Toda noite, no momento em que um dos meus pés se adianta e entra na maldita viela, ganho a companhia das esferas observadoras. Uma noite dessas pensei nos seres que não conseguem piscar, logo os peixes vieram à cabeça; busquei na memória outro com a mesma habilidade, não encontrei. Não paro de pensar em fechar os olhos que me vigiam. Pelas manhãs busco uma sensação de alivio, não encontro. Não terei sossego enquanto ele estiver vivo. Enquanto ele vive eu morro, estou morrendo todas as noites.
pirenco
pirenco
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Por um gosto.
Quando não gosto de minha poesia, faço outra poesia./ Que provavelmente não será publicada./ Nem lida./ Quando leio minha poesia em voz alta./ É minha faca que te corta./ É o que gosto e o que não gosto./ Pois minha poesia, ela é agora, a tua poesia./
terça-feira, 28 de julho de 2009
Cegos que apoiam o golpe militar
As palavras ditas no programa caminhos da economia são perigosas, pois os presentes expressam uma única idéia e esta legitima o golpe militar em Honduras. A historia se repete por não conhecermos o passado. Em 1964 o golpe militar no Brasil, representou uma época de atraso para a humanidade, as torturas físicas e mentais e a censura tiveram papel de regredir o desenvolvimento dos seres como humanos; e o que me entristece na historia de hoje é ver que pessoas que viveram estes tempos passados apóiam o golpe militar em Honduras. Sob a afirmação de defesa da constituição, os golpistas deixam de cumpri-la. Não concordo em nada do que foi dito no programa da rede vida de televisão, no entanto creio que seja fundamental se expressar. Algo que os golpistas fizeram ao expulsar o presidente eleito democraticamente foi censurar os meios de comunicação. Surpreende-me muito não ver comentários de pessoas esclarecidas, como aparentam ser, não relatarem este fato; fico imaginando qual será a intenção do programa em esconder fatos? Qual será a intenção do programa em expressar uma única idéia? Fala-se em ideologia soviética, bolivariana, cubana, enfim fazem criticas sobre estas maneiras de política, alegam que são totalitárias, desumanas e alienantes; Ora, eu pergunto, no que o programa caminhos da economia se diferencia do que critica?
Meu ateísmo não me faz fechar os olhos para Jesus, pois seus pensamentos são fundamentais para o desenvolvimento cada vez maior dos seres humanos. Acredito, sem sombras de duvida, que o compromisso com o social é fundamental para caminharmos sentido à liberdade. Se os defensores do golpe militar conhecessem Paulo Freire... “Com Marx na mundaniedade a procura de Cristo na transcendentalidade”. Que triste é não querer ver. E a história vai se repetindo graças aos cegos pregadores.
o apoio declarado aos golpistas em Honduras no programa de televisão caminhos da economia, da rede vida de televisão, canal ligado às crenças religiosas cristãs; fez com que este texto fosse gerado e enviado aos apresentadores do programa.
pirenco
Meu ateísmo não me faz fechar os olhos para Jesus, pois seus pensamentos são fundamentais para o desenvolvimento cada vez maior dos seres humanos. Acredito, sem sombras de duvida, que o compromisso com o social é fundamental para caminharmos sentido à liberdade. Se os defensores do golpe militar conhecessem Paulo Freire... “Com Marx na mundaniedade a procura de Cristo na transcendentalidade”. Que triste é não querer ver. E a história vai se repetindo graças aos cegos pregadores.
o apoio declarado aos golpistas em Honduras no programa de televisão caminhos da economia, da rede vida de televisão, canal ligado às crenças religiosas cristãs; fez com que este texto fosse gerado e enviado aos apresentadores do programa.
pirenco
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Comédia
Pela lei, se perdemos um parente direto,
temos direitos a nos ausentar por 3 dias do trabalho.
quem casa, tem 5 dias.
Quando nasce um filho, a mãe tem licença de 120 dias e o pai ganha 5 dias.
Como se chega à conclusão de que três dias de luto é suficiente?
Por que dois é pouco e quatro é demais?
Seria o primeiro dia para enterrar o morto,
o segundo para limpar os armários
e o terceiro pra chorar?
E depois, a vida continua?!
temos direitos a nos ausentar por 3 dias do trabalho.
quem casa, tem 5 dias.
Quando nasce um filho, a mãe tem licença de 120 dias e o pai ganha 5 dias.
Como se chega à conclusão de que três dias de luto é suficiente?
Por que dois é pouco e quatro é demais?
Seria o primeiro dia para enterrar o morto,
o segundo para limpar os armários
e o terceiro pra chorar?
E depois, a vida continua?!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
por entre os vivos
Não sou o Brás, mas também escrevo depois de morto. Meu nome o mundo conhece... todos já ouviram falar em coca-cola, Jesus Cristo e Michael Jackson. Sou o ultimo da lista, porém meu nome é o único que cantou, dançou e bebeu; claro que há também a personagem de Manuel Bandeira, só que ela foi, em vida, diferente de mim, morava em um barraco sem numero; eu morava onde todos sabem: na terra do nunca.
Também troquei de cor. Se tivesse uma chance de falar com o segundo da lista - talvez agora dê – perguntaria o por quê de preto. Sou assim, como o “rei” Roberto Carlos, não suporto preto. O branco é limpo, remete à paz, a tranqüilidade. Juro que perguntaria... por que preto?
Agora que estou aqui neste lugar entre os homens, porém invisível aos olhares mortais, vejo o quanto são falsas as pessoas. São muitas as lágrimas que umedecem o meu caixão de ouro.
Nestas novas andanças por entre os vivos, pude notar que meu pai chorou, e foi sincero. Talvez algum mortal se pergunte, como percebe a sinceridade? Só os mortos a percebem. Papai foi sincero. Claro que há por de traz do sentimento um olhar financeiro que lhe rendeu cinco milhões de dólares pelas lágrimas; mas o que importa este pequeno detalhe agora?
Maldito Kafka; quando o li, ainda preto, comecei a notar um mundo diferente, angustiante. Meu pai aparecia neste mundo como carcereiro da minha cela. Só agora, depois de defunto/escritor, vejo o quanto meu pai é sincero. Se eu pudesse mudar o testamento...
pirenco
Também troquei de cor. Se tivesse uma chance de falar com o segundo da lista - talvez agora dê – perguntaria o por quê de preto. Sou assim, como o “rei” Roberto Carlos, não suporto preto. O branco é limpo, remete à paz, a tranqüilidade. Juro que perguntaria... por que preto?
Agora que estou aqui neste lugar entre os homens, porém invisível aos olhares mortais, vejo o quanto são falsas as pessoas. São muitas as lágrimas que umedecem o meu caixão de ouro.
Nestas novas andanças por entre os vivos, pude notar que meu pai chorou, e foi sincero. Talvez algum mortal se pergunte, como percebe a sinceridade? Só os mortos a percebem. Papai foi sincero. Claro que há por de traz do sentimento um olhar financeiro que lhe rendeu cinco milhões de dólares pelas lágrimas; mas o que importa este pequeno detalhe agora?
Maldito Kafka; quando o li, ainda preto, comecei a notar um mundo diferente, angustiante. Meu pai aparecia neste mundo como carcereiro da minha cela. Só agora, depois de defunto/escritor, vejo o quanto meu pai é sincero. Se eu pudesse mudar o testamento...
pirenco
segunda-feira, 6 de julho de 2009
...libertação
...Passando pelo corredor, um enorme relógio marcava 13h45, uma mensagem chamou minha atenção.
[...] Tenho muito medo de morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhação, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dona de mim mesma, solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mão dadas comigo, falar sobre a minha morte [..] (Rubem Alves)
Aquelas "drogras paliativas heróicas" para manter vivo um paciente são do meu ponto de vista, uma violência ao principio da "reverência pela vida."
Porque se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, ele ouviriam dizer:
-Liberta-me!!!!!
[...] Tenho muito medo de morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhação, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dona de mim mesma, solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mão dadas comigo, falar sobre a minha morte [..] (Rubem Alves)
Aquelas "drogras paliativas heróicas" para manter vivo um paciente são do meu ponto de vista, uma violência ao principio da "reverência pela vida."
Porque se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, ele ouviriam dizer:
-Liberta-me!!!!!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Rompendo com o roteiro
Rompendo com o roteiro
Os fatalistas dizem “é assim mesmo, não há como mudar”. Nos não queremos mudar, queremos criar; este pensamento nos leva a observação crítica do modelo atual de ensino.
Peço desde já: me desculpem se as palavras deste relato não os atingirem. Sim! Não busco isentar ninguém, ora... Até a isenção desta faculdade não isenta. Por que eu devo isentá-los?
Faculdade... está posta no altar por alguns leigos que apenas reproduzem, reproduzem e reproduzem pensamentos alheios. Que triste Florestan Fernandes não ter conhecido os reprodutores contemporâneos, digo os de hoje, de agora, do presente.
Ah... o presente, vocês pesquisadores, podem encontrar nas festas de sexta-feira, se lá não estiver, encontrarão no bar do outro lado da avenida, se mesmo assim estiver difícil
encontrá-lo, com certeza estará dentro do copo misturado ao liquido; Voltando a Florestan... se ele os conhecesse não teria escrito que, a revolução feita nas escolas tomará as ruas; que ironia.
Alguns ainda devem estar se perguntando, é claro, se ainda houver perguntas neste universo acadêmico de afirmações, porém os poucos pensantes devam estar se perguntando, e o kiko? Ora... o kiko está no chavez, onde a relação de interação se encontra no “bom dia professor girafáles”. Ah... Cheguei ao ponto talvez mais importante deste relato.
A relação hierárquica que faz Paulo freire lamentar não é rara ou isolada no meio escolar. O modo imperativo constantemente utilizado pelos “mestres iluminados” talvez justifique os desempenhos do ensino brasileiro. Aqueles que queiram defender algum ente dirão que não são estes os culpados. Sim somos culpados todos, os Lula, os Serra, os Sarney, são muitos os culpados que não caberiam neste espaço que me limito a escrever; ah... Esqueci o aluno, este ser sem luz tem a culpa por ficar quieto esperando as regras para poder obedece - las. Triste dos que pensaram a desobediência como uma virtude.
Alguns dirão com tons pejorativos “isto é anarquia, bagunça”. Não sei o que é. Sei que é. Que me perdoem os filósofos passados e os atuais; eu disse atuais? Me desculpe novamente; não há filósofos atuais. Me desculpem também os seguidores de Napoleão Mendes de Almeida, pois acabo de ser brasileiro na escrita, botei o pronome na frente do verbo no inicio da oração. Me desculpem. Sem rodeios me encaminho ao fim com uma pergunta pouco comum. Vocês entenderam?
Rompendo com o roteiro é fruto de um trabalho de campo, que buscou por intermédio dos (as) estudantes/pesquisadores observar o tempo de leitura dos estudantes de escolas públicas e privadas.
Este texto/protesto foi apresentado aos presentes na aula de língua portuguesa do curso de letras na universidade federal do estado de são Paulo.
pirenco
Os fatalistas dizem “é assim mesmo, não há como mudar”. Nos não queremos mudar, queremos criar; este pensamento nos leva a observação crítica do modelo atual de ensino.
Peço desde já: me desculpem se as palavras deste relato não os atingirem. Sim! Não busco isentar ninguém, ora... Até a isenção desta faculdade não isenta. Por que eu devo isentá-los?
Faculdade... está posta no altar por alguns leigos que apenas reproduzem, reproduzem e reproduzem pensamentos alheios. Que triste Florestan Fernandes não ter conhecido os reprodutores contemporâneos, digo os de hoje, de agora, do presente.
Ah... o presente, vocês pesquisadores, podem encontrar nas festas de sexta-feira, se lá não estiver, encontrarão no bar do outro lado da avenida, se mesmo assim estiver difícil
encontrá-lo, com certeza estará dentro do copo misturado ao liquido; Voltando a Florestan... se ele os conhecesse não teria escrito que, a revolução feita nas escolas tomará as ruas; que ironia.
Alguns ainda devem estar se perguntando, é claro, se ainda houver perguntas neste universo acadêmico de afirmações, porém os poucos pensantes devam estar se perguntando, e o kiko? Ora... o kiko está no chavez, onde a relação de interação se encontra no “bom dia professor girafáles”. Ah... Cheguei ao ponto talvez mais importante deste relato.
A relação hierárquica que faz Paulo freire lamentar não é rara ou isolada no meio escolar. O modo imperativo constantemente utilizado pelos “mestres iluminados” talvez justifique os desempenhos do ensino brasileiro. Aqueles que queiram defender algum ente dirão que não são estes os culpados. Sim somos culpados todos, os Lula, os Serra, os Sarney, são muitos os culpados que não caberiam neste espaço que me limito a escrever; ah... Esqueci o aluno, este ser sem luz tem a culpa por ficar quieto esperando as regras para poder obedece - las. Triste dos que pensaram a desobediência como uma virtude.
Alguns dirão com tons pejorativos “isto é anarquia, bagunça”. Não sei o que é. Sei que é. Que me perdoem os filósofos passados e os atuais; eu disse atuais? Me desculpe novamente; não há filósofos atuais. Me desculpem também os seguidores de Napoleão Mendes de Almeida, pois acabo de ser brasileiro na escrita, botei o pronome na frente do verbo no inicio da oração. Me desculpem. Sem rodeios me encaminho ao fim com uma pergunta pouco comum. Vocês entenderam?
Rompendo com o roteiro é fruto de um trabalho de campo, que buscou por intermédio dos (as) estudantes/pesquisadores observar o tempo de leitura dos estudantes de escolas públicas e privadas.
Este texto/protesto foi apresentado aos presentes na aula de língua portuguesa do curso de letras na universidade federal do estado de são Paulo.
pirenco
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Um futuro sólido.
As idéias de futuro e crescimento pessoal são ilógicas... Pensar em estar, em ser[...] é esboçar um pensar seguro dentro da nossa visão e dentro da visão contemporânea. E dentro desta segurança, torna –se um cidadão com status é o grande objetivo. Dúvidas a respeito do sistema econômico vigente não devem existir, porque afinal das contas é o grande pomposo. Este é o homem contemporâneo; Um cidadão sem dúvidas, um cidadão exato!
Quais os motivos que os homens tem para duvidar de algo? Especulações são normais e alguém tem que ficar de fora para “eu” assumir meu posto diante da sociedade. Por que duvidar? Vivemos para o status. E todos não podem ter status, certo? Mas, é bom que fique claro: “não estou nem aí pra quem se ousar a cruzar meu caminho!”. Belo ser contemporâneo, limitado. “Vamos passar por cima de todos!”, este é o lema. Se a visão é futurista, por que o crescimento pessoal depende da exclusão? Entendo este futuro como algo irreal e mitológico. Se matar –mos uns aos outros, como será este mito? Algo decadente, não? Homens, seres humanos, não sentem prazer na solidão! Esta sim seria uma verdade futurista. Será que o status será nosso companheiro? Sim. Trabalhamos tanto para irmos de encontro ao status e confiante na nossa individualidade, confiantes e otimistas, que desenhamos tão precisamente nosso “amigo” status, é incrível.
Segurança social, crescimento pessoal e futuro, são velhos lemas sociais, tabus sociais, contratos sociais, certo? Acontece, que o esmagar de vidas para a “futura vida”, está no sangue do homem contemporâneo futurista. A bruta forma de relações sociais, e a infinita diferença de classes tornaram o futuro num próximo passo escandaloso e assassino. Transformou o futuro em algo mecânico e coberto de antidepressivos. Homens que irão viver cessados por conta da solidão e do contato exagerado com a máquina. Um homem transfigurado e sem prazer, um homem futurista.
Quais os motivos que os homens tem para duvidar de algo? Especulações são normais e alguém tem que ficar de fora para “eu” assumir meu posto diante da sociedade. Por que duvidar? Vivemos para o status. E todos não podem ter status, certo? Mas, é bom que fique claro: “não estou nem aí pra quem se ousar a cruzar meu caminho!”. Belo ser contemporâneo, limitado. “Vamos passar por cima de todos!”, este é o lema. Se a visão é futurista, por que o crescimento pessoal depende da exclusão? Entendo este futuro como algo irreal e mitológico. Se matar –mos uns aos outros, como será este mito? Algo decadente, não? Homens, seres humanos, não sentem prazer na solidão! Esta sim seria uma verdade futurista. Será que o status será nosso companheiro? Sim. Trabalhamos tanto para irmos de encontro ao status e confiante na nossa individualidade, confiantes e otimistas, que desenhamos tão precisamente nosso “amigo” status, é incrível.
Segurança social, crescimento pessoal e futuro, são velhos lemas sociais, tabus sociais, contratos sociais, certo? Acontece, que o esmagar de vidas para a “futura vida”, está no sangue do homem contemporâneo futurista. A bruta forma de relações sociais, e a infinita diferença de classes tornaram o futuro num próximo passo escandaloso e assassino. Transformou o futuro em algo mecânico e coberto de antidepressivos. Homens que irão viver cessados por conta da solidão e do contato exagerado com a máquina. Um homem transfigurado e sem prazer, um homem futurista.
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