sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

semente em terras férteis

Quando criança fui a um enterro, não relato minha idade por falta de lembrança, sei que era jovem, uma semente em terras férteis. Lembro-me, sobretudo, do aroma dum corpo em putrefação. “assassinato. tiros” disse uma mulher ao se aproximar, eu não sabia ao certo o que isso significava; com os olhos em lagrimas e as palavras engasgadas ela continuou comentando o ocorrido: “tiros da polícia. estrada de nazaré. encontraram agora a pouco. fazia tempo que sumiu”. Só agora consigo entender...


pirenco



2 comentários:

Danilo Cruz Manga disse...

muito bom o uso das memórias em teus escritos! vc não se separa dos teus escritos: são um só. impressionante! te vejo neles.

Dhalila Nogueira. disse...

incrivelmente perfeito.